Encontrando-se em Buenos Aires

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Buenos Aires é uma das maiores cidades do mundo. Embora sua população seja menor do que a de São Paulo ou mesmo o Rio de Janeiro, a imensa “periferia”, o chamado conurbano, atrai um fluxo imenso à cidade todos os dias – isso sem falar da densidade, que aqui é o daquela encontrada na grande megalópole brasileira.

Ainda assim, as pessoas daqui não enfrentam um trânsito tão ruim quanto se poderia esperar. A cidade que tem a segunda melhor qualidade de vida da América do Sul (atrás apenas de Montevideo), consegue se resolver nesse tema com um complexo esquema de transportes públicos, ênfase nos meios alternativos, sistemas de informação bastante precisos e uma malha rodoviária surpreendentemente organizada.

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Briefing: Buenos Aires continua linda

 

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Todos esperávamos um discurso bombástico de Cristina Kirchner na Assembleia Geral da ONU – e a Presidenta não decepcionou.

“Não só são terroristas aqueles que botam bombas, mas também são terroristas econômicos os que desestabilizam a economia dos países e provocam fome, miséria e pobreza!”

Todos esperávamos que ela seria criticada – e os jornalões saíram pela tangente: apenas disseram que Obama tirou os fones da tradução simultânea enquanto a mandatária argentina vociferava contra os algozes do país.

Mas antes disso, teve um ministro alemão, Wolfgang Schäube, que botou lenha na fogueira. Advertiu que a Argentina deveria parar que insultar aos fundos ao chamá-los de abutres porque “o problema é a própria Argentina”; no que respondeu o Chefe de Governo Jorge Capitanich:

“Não é casualidade a opinião dele, porque seu país sempre teve uma atitude hostil. É de se refletir por quê as grandes potências não têm uma atitude firme contra grupos minúsculos. Parece que estão cooptados pelos grupos financeiros e pelos fundos abutres que efetivamente condicionam sua atitude, vontade e expressões”

Será que alguém na Alemanha vai se dar ao trabalho da tréplica? Será preciso esperar. Por aqui, naturalmente as opiniões se dividiram entre os elogiaram a atitude firme do governo e os que o acusaram de criar inimigos em meio mundo.

Portanto, até aqui nenhuma novidade. Explicando a uma jornalista brasileira de férias por aqui o que raios acontece nesse país, eu lhe contei que não tem mistério: é como só existissem Reinaldos Azevedos e Lucianas Genros tanto na classe política quanto nos meios de comunicação. Uma radicalização difícil de reconciliar.

Enquanto isso o povo espera a catástrofe ou a redenção. Um professor da faculdade me falou de seu temor por uma hiperinflação; o povo das ruas quer saber disso? Não. As notícias mais lidas, seja no Tiempo Argentino, Página/12, La Nación ou Clarín – da esquerda à direita – são aquelas dedicadas às tragédias do momento ou polêmicas do star system local.

É o caso do roubo gravado pelas lentes da GoPro de um turista canadense, repetido ad nauseam nas cadeias de televisão:

E também a morte de uma adolescente depois de uma festa. E também a filha da veterana vedete Moria Casan que tirou uma foto grávida nua em defesa da legalização do aborto. E também o convite do político Martín Insaurralde com a celebrity Jésica Cirio que veio com a sugestiva frase:

“Let’s party, mother fuckers!”

Alguém mais aguenta falar de abutres, inflação e crise?

Para nada!, como se diz aqui. O povo implora por um pouco de circo na certeza que pão de alguma forma se arruma. Até uma correspondente internacional amiga andou me dizendo: “Não aguento mais falar mal da Argentina – eu vivo tão bem aqui!”.

E quer saber? É verdade!

Para os que veem de fora, pode-se até inferir que a vida na Argentina anda insuportável, mas a verdade é bem mais complexa do que parece. Buenos Aires continua linda, ainda mais na primavera.

Até semana que vem!

Briefing: O Inimigo?

Kevin-Sullivan

A segunda-feira nem bem dava as caras direito e mais um quilombo se armava na Argentina, já que a edição do Clarín trazia uma entrevista do Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires Kevin Sullivan em que, com bastante desenvoltura, desvelou muitas opiniões sobre o conflito da Argentina com os tais fundos abutres.

Atualmente desempenhando o cargo de representante máximo dos EUA por aqui, já que Washington tarda em nomear um embaixador (dizem que é retaliação), Sullivan afirmou que seu país “não apoiará o debate nas Nações Unidas porque não [lhes] parece o âmbito para encontrar uma solução eficiente”, e também porque “o mecanismo criaria incertezas”.

Nenhuma novidade. Desde que a Argentina decidiu levar aos órgãos multilaterais a questão da restruturação das dívidas soberanas como a OEA e a ONU, sempre angariando o apoio da maioria, os Estados Unidos votaram contra.

Mas ele não parou por aí e mencionou uma palavrinha que provocou a ira do governo argentino:

“É importante que a Argentina saia do default o quanto antes para poder retornar ao caminho do crescimento econômico sustentável e atrair os investimentos de que necessita”

Foi a primeira vez que um funcionário do governo dos Estados Unidos falou em default, mesmo que a Argentina venha questionando essa situação. Na lógica da Casa Rosada, se o país tem dinheiro para pagar, realizou o pagamento e teve o depósito bloqueado no Banco de Nova York por uma decisão de um juiz americano, isso não se caracterizaria como um default, senão um problema técnico da praça financeira estadunidense.

Em dura nota emitida no dia seguinte, a Chancelaria afirmou que:

“[As palavras do diplomata] não têm nenhum valor fatídico e, sim, coincidem com a postura dos fundos abutres em contraposição aos interesses dos 92,4% de credores que aceitaram a restruturação da dívida”.

De acordo com o governo, o país tanto tem fundos e vontades de realizar seus pagamentos que aprovou no Congresso a chamada Lei do Pagamento Soberano da Dívida Externa para driblar os problemas técnicos da praça financeira de Nova York.

Prosseguindo, a nota afirma que a Argentina deplora (palavra fortíssima nos meios diplomáticos) que os EUA não tenham aceito a jurisdição da Corte Internacional de Haia para resolver a questão “segundo critérios legais, equitativos e justos” com juízes independentes; e provocou:

“Os EUA tampouco aceitam a jurisdição da Corte Inter-americana e da Corte Penal Internacional em temas vinculados aos direitos humanos”

Por fim, ameaçou com as mais severas medidas se “esse tipo de intromissão nos assuntos internos” voltarem a se repetir, lembrando que a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

De fato, é pouco comum ver entrevistas de diplomatas em jornais do país onde estão em serviço (sobretudo um jornal claramente de oposição) dando recomendações dessa natureza (sobretudo num tema tão sensível na agenda bilateral), pois influenciar a opinião pública local pode ser considerado uma intromissão em assuntos internos.

Para os críticos do governo, trata-se de mais um capítulo na tendência ao conflito do governo de Cristina Kirchner. Em entrevista ao Infobae, o ex-Vice-Chanceler Andrés Cisneros analisou a questão:

“A declaração de Sullivan não contém uma receita ou indicação de uma maneira em que o país estrangeiro pretenda nos ‘ensinar’ como exercer nossa soberania. Ele simplesmente enuncia um desejo de boa vontade com o qual é difícil não coincidir: sair do default, o que é o objetivo de todos os argentinos. (…) É preciso evitar que um caso como este se converta em outro ‘mini-round’ de um ‘Braden-Perón’ artificialmente criado”

Ele se referia à histórica disputa entre o Presidente argentino e o diplomata estadunidense Spruille Braden, que, na ‘defesa dos interesses daquele país’, não economizou intromissões e conspirações contra o governo.

No diário La Nación, o colunista Martín Dinatale cunhou a atitude do Palácio San Martin (sede da Chancelaria argentina) de “a diplomacia da sobreatuação”:

“Será que Cristina não aprendeu suficientemente aquela frase de Perón que dizia que ‘do ridículo não se retorna’? A diplomacia argentina liderada pelo kirchnerismo faz tempo é regida pelas normas da política doméstica. Os gestos externos são dirigidos ao público local.”

Mas o governo não terminou por aí. Na quarta-feira, em entrevista à uma radio, o Ministro da Economia afirmou que as declarações de Sullivan e a desvalorização da cotação paralela da moeda (o chamado dólar blue) não são coincidências, mas fazem parte de um plano de cinco pontos elaborado pelos fundos abutres para desestabilizar a Argentina. Seriam eles:

  1. Atacar a moeda para forçar a desvalorização
  2. Atacar a pessoa da Presidenta
  3. Impedir o pagamento local da dívida nos próximos vencimentos
  4. Bloquear o financiamento do país
  5. Esperar 2016 (quando o país terá um novo mandatário)

E, por fim, ontem a Presidenta Cristina relacionou a limitação na venda de passagens da American Airlines com esse suposto ataque ao governo e ao país.

Essa semana, a companhia aérea estadunidense restringiu a compra de suas passagens a 90 dias de prazo – ou seja, um argentino atualmente não pode comprar uma passagem para Miami com data de janeiro de 2015. De acordo com o La Nación, essa medida estaria relacionada às restrições do câmbio (o chamado cepo cambiario‘), já que os operadores não querem reter pesos com medo da desvalorização.

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Em sua conta no Twitter e Facebook (a Presidenta é bastante afeita às redes sociais), Cristina disparou contra a voadora.

“Não existe nenhum tipo de restrição para o pagamento de passagens e pacotes turísticos com divisas. (…) Que não fiquem dúvidas que [eles] estão querendo gerar, através de mentiras, expectativas negativas e ataques especulativos à nossa moeda.

A presidenta também citou as declarações de Sullivan, os tais cinco pontos anteriormente citados por Kicillof e, por fim, fechou o relato com chave ouro:

“A partir de dezembro de 2013, James Albaugh, a quem não tenho o prazer de conhecer, tornou-se diretor da American Airlines. (…) Ele é o assessor principal do The Blackstone Group LP, um dos mais importantes fundos de investimento financeiros detentor de títulos da dívida argentina. Como eu digo sempre: Se joga com tudo. E na Argentina, mais do que em qualquer outro país”

Saindo um pouco desses qüiproquós entre Estados Unidos e Argentina, os analistas daqui continuam demonstrando preocupação com uma eventual vitória de Marina Silva nas eleições presidenciais brasileiras, como antecipei em artigo anterior. Em artigo para Buenos Aires Herald, Carolina Thibaud afirmou que esse resultado pode trazer consequências importantes para a América Latina e, sobretudo para a Argentina, com quem o país manteria uma “paciência estratégica”:

“A ambientalista e evangélica tem sugerido que o tempo da ‘paciência estratégica’ com a Argentina terminaria rapidamente se ela ganhasse a presidência. (…) Apesar da pressão das elites industriais do Brasil por uma postura mais dura com relação à Argentina, Rousseff tem sido discutivelmente precavida em seus negócios com Buenos Aires, ainda que o protecionismo argentino tenha muitas vezes trabalho contra a integração regional e impedido o Mercosul de avançar como bloco unificado.

“Em seu manifesto de campanha, Marina defendeu mais integração com a Aliança do Pacífico e a ideia de uma solução de duas velocidades para o Mercosul, onde o Brasil, o Uruguai e o Paraguai poderiam assinar Acordos de Livre Comércio com a União Europeia, por exemplo, mesmo se a Argentina se recusar”

No mesmo artigo, entretanto, o analista de política internacional da Universidad de San Andrés Federico Merke destacou que Marina teria uma boa relação tanto com o candidato à presidência da Argentina Mauricio Macri (conservador) e Sérgio Massa (um ex-kirchnerista arrependido):

“Os assessores da brasileira e dos dois candidatos pedem por mais liberalização”

Daí, uma pergunta não cala para mim: na visão de CFK e seus correligionários, seria Marina Silva uma candidata abutre?

Até semana que vem!

 

Briefing: ¡Adiós, Cerati!

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Quando começou a semana, todos estavam com os olhos e ouvidos voltados para o que já se estava chamando de “súper-miércoles“, a quarta-feira em que o Senado de la Nación votaria dois projetos altamente controversos: a lei do abastecimento e a lei do pagamento soberano. Mas quando os jornais já exibiam as capas com louros ou críticas aos resultados alcançados pelo governo, foi anunciada uma notícia terrível que calou todas as outras: morreu Gustavo Cerati, vocalista do Soda Stereo.

Desconhecido pela maioria no Brasil (que não está muito acostumada a ouvir música em espanhol), o Soda conquistou uma legião de seguidores fieis com letras inteligentes e uma mistura de diferentes vertentes do rock. Depois Cerati seguiu uma carreira solo também com bastante sucesso, até sofrer um AVC no meio de um show em Caracas na Venezuela que o deixou em coma por 4 anos. A agonia acabou essa semana.

Nota pessoal: Antes de vir morar em Buenos Aires, pesquisei músicas argentinas para embalar meus sonhos e expectativas. Tanto o Soda quanto o Cerati solo foram hits fundamentais dessa pré-estreia. Devo confessar que as imagens evocadas em ‘Ciudad de la Furia’ (Buenos aires se ve tan susceptible / Es el destino de furias lo que en sus caras persiste) me causava um misto de apreensão e empolgação. Quem não espera uma intensidade dessas às vésperas de uma aventura dessas?

Na TV e nas rádios, suas músicas eclipsaram tudo. O povo daqui, com um gosto todo especial para o drama, chora com vontade a morte do ídolo que embalou a sua juventude. Sua contraparte mais adequada no Brasil, como lembrou a jornalista brasileira também radicada aqui Márcia Carmo, seria o Cazuza. Se você ainda não conhece, aí vai uma das minhas favoritas:

De qualquer maneira, falemos da tal da super quarta-feira, né? Afinal, o governo conseguiu passar no Senado duas leis que causaram grande debate no país.

A primeira foi a Lei do Pagamento Soberano, que propõe a transferencia dos títulos da praça de Nova York (e, por isso, sob jurisdição de Thomas Griesa) para a praça de Buenos Aires ou da França. A alternativa europeia apareceu de última hora devido temores de que a restruturação não teria muita adesão se ficasse concentrada localmente. Além disso, acatando a uma velha bandeira das esquerdas daqui, a lei cria uma Comissão Permanente Bicameral que investigará e fará o seguimento de toda a dívida pública argentina contraída desde 1976.

A lei foi aprovada pela abrumadora maioria governista no Senado, mas contou com a oposição de basicamente todo o resto, desde a Frente UNEN (uma ampla coalizão de oposição que anda bastante fissurada nos últimos tempos) até o PRO de Mauricio Macri – que também fez de tudo para que a sessão não fosse presidida por Amado Boudou, que atualmente está processado por casos de corrupção.

Acusada pelo economista Fernando Mattos de “não aportar nada de inteligente a apenas obstruir debate”, os opositores dizem que o governo está fazendo mais uma gambiarra que nada resolve em prejuízo da já seriamente deteriorada reputação argentina nos mercados internacionais. Alfonso Prat-Gay, da UNEN, afirmou:

“Este governo nunca encara a questão de fundo e não se pode viver a vida inteira à margem da lei, sobretudo, se estamos falando de uma jurisdição que a Argentina elegeu para dirimir seu problema”

Ele, apesar de não concordarem com a sentença do juiz Griesa com relação aos fundos abutres, entendem que o país ofereceu emitir os títulos sob a lei americana justamente pela suposta pouca segurança jurídica que poderia ser oferecida pela Argentina. Macri do PRO concorda:

“Eles tomam medidas que pioram a situação e tornam mais agudas a recessão. Não vamos aplaudir mais um default como o de 2002”

Já a Lei do Abastecimento, que substitui uma homônima de 1974, estabelece mecanismos de intervenção do Estado, ainda que esclareça que haverá compensações às empresas prejudicadas e se restrinja às grandes empresas (micro, pequenas e médias ficaram de fora). As intervenções, como a fixação de margens de utilidade, preços de referência, níveis máximos e mínimos de preços), deverão ocorrer somente mediante autorização judicial.

Nesse caso, a oposição afirma que a Argentina está indo pelo caminho da Venezuela, onde o resultado foi desabastecimento e ainda mais inflação. Em duro editorial, o jornal La Nación cunhou o nome Argenzuela para descrever uma situação de crescente intervenção estatal na economia, e em outro, disse que este se trata de um governo dos piores:

“O desprezo do governo nacional pela liberdade de expressão, as instituições, a independência da justiça, sua política comercial arbitrária, sua política diplomática conflitiva e que não leva a nada e sua dependência do clientelismo voraz são contrários ao diálogo e à busca dos consensos próprios de uma democracia que se entenda como progressista e moderna”

O governo, por sua vez, afirma que a lei protege não só consumidores, mas também os pequenos e médios empresários que compram num atacado “dominado por grupos concentrados”. O Chefe de Gabinete Jorge Capitanich rebateu as críticas da oposição:

“Os grupos opositores empresariais ou frentes eleitorais pretendem invalidar a aplicação desta norma a partir de uma visão negativa de estímulos ao emprego e ao investimento”

Enquanto o governo pisa o acelerador em suas medidas pouco ortodoxas, seguem insinuações de corrupção, sobretudo agora que foram divulgados dados do patrimônio dos principais líderes políticos do país. O de Cristina teria subido 30%, o de fulano 40%, o de ciclano 50%. Os dados abundam, mas não passam muito disso.

E, no meio de tudo isso, o salário mínimo aumentou 31%, o que, se visto pelos níveis oficiais de inflação está de acordo, mas se visto pelas medições informais (cerca de 40% desde o início do ano), simplesmente não alcançam.

Como se pode ver, existem duas argentinas que não se comunicam. Trocam acusações e se presumem do lado da razão sempre.

Nesse fogo cruzado, só uma copa do mundo ou a morte de um ícone é capaz de gerar consensos. Gustavo Cerati gerou o consenso da semana – dá uma olhada nas capaz de La Nación, Página/12, Clarín e Telam: estão todos com ele.

Que descanse em paz.

As eleições no Brasil, segundo os argentinos

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Fora dos campos de futebol, a Argentina e o Brasil construíram desde a década de 80 uma relação simbiótica que vai muito mais longe do que os alardeados números do comércio bilateral. Não só turistas de lá e de cá estabelecem uma ponte diária entre os dois países, vide os argentinos em Floripa e a brasileirada na calle Florida, mas também a academia, músicos, escritores, cineastas e por aí vai. Através dos anos, a ideia de que os dois países já estiveram à beira de um conflito militar foi se tornando completamente estapafúrdia e a rivalidade virou motivo de piada nas mesas de bar.

Assim, é natural o interesse que os hermanos têm pelo Brasil – sobretudo num assunto sério como é a sucessão presidencial este ano.

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